24.10.08

JaZz

Desde a origem da própria palavra Jazz até quais seriam suas feições distintivas, tudo é muito controverso em relação a esse tipo de música que se pode classificar como a única forma de expressão artística universal nascida na Ámerica do Norte. Além disso, a transformação constante por que tem passado o Jazz, e que continua ainda hoje, dificulta definições e avaliações precisas. Em seus primórdios, localizaveis em fins do século 19 e início do séc 20, o Jazz foi o resultado da fusão dos elementos rítimicos e harmônicos africano, com tendências melodicas européias.O Jazz teria então como uma música profana dos negros norte-americanos sulistas, que transformaram hinos protestantes em spirituals ou cantos de trabalho (work songs), mediante simbiose com elementos africanos. Até então, nos primeiros anos do século 20 tratava-se de uma música puramente vocal.
Posteriormente, em Nova Orleans, já urbanizado, o Jazz ganhou forma instrumental, com as bandas que desfilavam nas ruas e os pianistas que tocavam nos bordéis de Storyville, a zona boêmia da cidade. Ao estudar a evolução do Jazz, surge como ponto de referência o Blues, uma forma de início bastante flexível, mas que sempre manteve seu carater altamente emocional (BARSA, vol 09).

Entre os artistas do Jazz mais famosos e do qual sou fã : Louis Armstrong (1901 -1971), pela riqueza da sua interpretação, colocação de voz, de forma natural, o tom em todas as escalas. Louis Armstrong nasceu em Storyville, distrito de Nova Orleans, que era fomoso pelo ambiente diversificado: bordéis, igrejas, espeluncas diversas. Louis Daniel Armstrong passou a infância mergulhado em grande pobreza. Seu pai abandonou a família quando ele nasceu. Dividindo seu tempo entre a liberdade das ruas e o trabalho para ajudar a família, o pequeno Louis tornou-se uma criança extremamente esperta e adaptada a vida difícil. Conseguiu comprar uma corneta e sozinho, começou a aprender a toca-la. Também cantava em grupos pelas ruas para ganhar uns trocados a mais.

Na noite de ano novo de 1912, por brincadeira, atirou para o alto com um revolver, e por isso foi enviado para um reformatório onde passaria um ano e meio. Curiosamente, foi essa temporada no reformatório que o fez ter um contato intenso com a música, tocando Bugler e Harmonia. De volta a liberdade fez diversos bicos para se sustentar e aproveitava qualquer oportunidade para pedir emprestado uma corneta e tocar onde fosse possível, dentre as inúmeras bandas que pululavam por Nova Orleans.Nos anos 50 e 60, Armstrong se tornou uma celebridade sem paralelo no mundo da música popular, graças não só suas turnês e gravações, mas também as suas participações em filmes. A sua extraordinária musicalidade inata somada a disciplina técnica que havia adiquirido na banda do reformatório, capacitaram-no a tocar um estilo muito pessoal, incisivo e virtuosístico que ultrapassava o estilo de Nova Orleans naquele tempo.

Em primeiro lugar, Armstrong expandiu os limites do seu instrumento, ampliando a extensão do trompete até notas consideradas inacessíveis aos executantes anteriores, de tão agudas. Seu som é limpido e quente, com um vibrato absolutamente regular nos finais de frases, como poucos na história do Jazz. Sua improvisação nos depara uma imaginação que parece inesgotável. A influência de Armstrong pode ter sido mais direta, dependendo da épocas e dos estilos em voga, porém nunca desapareceu completamente; está presente em todo Jazz. A maioria dos trompetistas que vieram depois, têm alguma dívida para com ele.Ele efitivamente redefiniu o Jazz, e foi seu primeiro grande virtuose (Louis Armstrong biografia - UOL educação).

Verinha _ veraluciacandidolima@hotmail.com
é a sensibilidade, gentileza e atenção em pessoa. Está sempre aberta a um bom diálogo.

para ver e ouvir link-se em: http://br.youtube.com/watch?v=vnRqYMTpXHc

4 comentários:

euFALOdeCULTURA disse...

O melhor de tudo é ver como a persistência e a esperança permitem que objetivos sejam alcançados.

Salve Armstrong e tantos mais que com a música fazem trilha e sentimento dos nossos momentos.

João Paulo

Anônimo disse...

João! Atualiza esse blog menino! Quero ler mais coisitas...bjo.

Priscilla Marchetto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscilla Marchetto disse...

João..q tal reativar o blog?
as palavras alimentam a alma de arquitetos desassossegados como nós....

bjinhu amigoooo!